“Queremos que ele (Sotiris Silaidopoulos) fique. Tem contrato por mais um ano e o que percebemos é que há um projeto para dar continuidade com ele no comando”, afirmou a dirigente, à margem da gala do 87.º aniversário do clube.
Alexandrina Cruz rejeitou ainda que a saída do treinador tenha estado em cima da mesa durante os momentos mais delicados da temporada, marcados por uma sequência negativa de resultados.
“Esse assunto nunca esteve em cima da mesa. Naturalmente, depois desses resultados menos positivos, conversámos bastante. Conversámos internamente, entre a estrutura que está em Portugal, mas também com o proprietário (o grego Evangelos Marinakis) mas o despedimento nunca foi um desejo nosso”, explicou.
A líder da SAD rioavista, e também presidente do clube, assumiu, ainda assim, que a época foi marcada por “muitos contratempos”, lembrando, por exemplo, as obras que tiveram de ser realizadas no estádio, o que condicionou a preparação da presente época.
“Tivemos uma pré-época complicada, que também teve algumas consequências no início da temporada. Tivemos uns meses de janeiro e de fevereiro intensos e difíceis, mas felizmente atingimos os nossos objetivos e agora é olhar para o futuro”, disse.
Apesar de o principal objetivo da manutenção ter sido alcançado apenas nas jornadas finais do campeonato, Alexandrina Cruz garantiu que nunca perdeu a confiança no caminho seguido pela estrutura liderada pelo investidor grego Evangelos Marinakis.
“Tínhamos a convicção, e hoje temos a certeza, de que o caminho que estávamos a fazer era um caminho de fortalecimento para o Rio Ave”, sublinhou.
A dirigente considerou ainda que o projeto da SAD, iniciado há apenas dois anos, continua numa fase de consolidação, defendendo uma estratégia de crescimento sustentado e sem precipitações.
“Queríamos que tudo acontecesse muito rápido, mas não é assim que o estamos a fazer. Estamos a fazer o caminho paulatinamente e com muita consciência para garantir o melhor futuro para o Rio Ave”, apontou.
Alexandrina Cruz admitiu também que a chegada do novo investidor implicou uma profunda reestruturação interna, que esta época levou ao despedimento de cerca de 40 funcionários, técnicos e colaboradores.
“Quando um investidor e proprietário maioritário chega quer sempre fazer uma reestruturação profunda. Não a quis fazer de imediato, mas quis analisar em conjunto connosco, embora a reestruturação fosse absolutamente necessária”, esclareceu.
A responsável destacou ainda o investimento realizado ao nível do património e das infraestruturas, garantindo que o objetivo passa por deixar bases sólidas para o futuro.
“Estamos a fazer muito mais do que aquilo a que estávamos inicialmente obrigados em protocolo”, vincou.
Questionada sobre as ambições futuras do clube, Alexandrina Cruz admitiu que o objetivo passa por aproximar o Rio Ave das competições europeias, embora sem estabelecer prazos imediatos.
“É para isso que estamos a trabalhar. Exatamente para ter uma sustentabilidade grande e, num curto prazo, obtermos esses resultados”, referiu.
A dirigente reconheceu ainda que a permanência alcançada nesta temporada “pode saber a pouco” para alguns adeptos, mas defendeu prudência e estabilidade no crescimento do projeto.
“O que sentimos, apesar das dificuldades deste campeonato, é que não desistimos da nossa estratégia e estamos aqui para continuar”, concluiu.